Comboio do consciente
- emmamarina855
- 24 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
É de noite, o frio permanece lá fora, e o calor aqui dentro.
Está escuro e perduro sentada no chão do meu quarto, tenho a sensação que não vou conseguir dormir mais uma noite…
Tenho o olhar distante apesar que não vejo nada à minha frente e penso em mil e uma coisas que mudam completamente o meu estado de espírito: fico feliz, mas triste ao mesmo tempo, que montanha russa de emoções!
Tenho receio de viver o presente sem pensar no futuro, mas dá-me medo pensar no amanhã.
“Viver o hoje sem pensar no amanhã”, sim isso seria fácil se eu não sofresse da ânsia de poder viver constantemente no próximo dia.
É difícil relaxar um corpo que pertence a uma alma ativa.
Já tentei ouvir música relaxante para conseguir fechar os olhos, já ouvi podcasts sobre coisas que nem me interessam e: nada, agora escrevo para que este desabafo me alivie a consciência e deixe-me um pouco inconsciente- o suficiente para adormecer.
Hoje o dia passou muito rápido, todos os dias passam, mas passariam menos depressa se eu pensasse menos no que poderia estar a fazer daqui a umas horas?
Sinto que assim viverei de forma apressada demais a vida, ou aliás, não viverei nada por não estar presente no agora.
Este escuro relaxa-me mas imagino uma quantidade proeminente de coisas nele.
Há momentos, passou um comboio cheio de horários, gráficos, desenhos e muito mais nas suas carruagens, tudo produto da minha imaginação. Horários horríveis que sustento, gráficos de mudanças que quero fazer e desenhos bonitos pintados por uma criança (no antigamente) com os seus desejos futuros, que não sei quando os poderei realizar.
Só queria parar por um instante, poder ter um botão de desligar, em vez disso sustento a ansiedade que sinto quando me vejo sozinha a pensar neste comboio…
Terei que nadar contra a maré do meu pensamento e tentar dormir (mais uma vez).





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